Palestra ‘Herbário: “diferentes olhares” ao longo do tempo é prestigiada pela comunidade acadêmica
24-09-2009 18:13:49

A curadora do Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rafaela Campostrini Forzza esteve na Univasf nesta quinta-feira (24) onde ministrou palestra promovida pelo Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradas (Crad/Univasf). Ao evento estavam presentes estudantes e professores da Univasf, o diretor do Crad, professor, José Alves de Siqueira Filho, a curadora do Herbário Vale do São Francisco (Hvasf/Crad/Univasf), Rozzanna Figueiredo e demais pesquisadores.

Ao discorrer sobre o tema ‘Herbário: “diferentes olhares” ao longo do tempo, Rafaela Forzza falou sobre as principais coleções do mundo, a importância da taxonomia (ciência voltada ao inventário da flora) para o conhecimento da biodiversidade do planeta, além de abordar outros aspectos históricos e cientificos, a partir da sua experiência como curadora de um dos mais representativos herbários da América do Sul, o RB do Jardim Botânico, que abriga 500 mil espécies catalogadas. “Eu espero ainda ver um herbário brasileiro com um milhão de plantas”, disse.

De acordo com os dados apresentados pela pesquisadora, grandes herbários já abrigam milhões de espécies catalogadas como o de Kew (Inglaterra) com 11 milhões, Paris (França) com 9 milhões, e Berlim (Alemanha) com 3 milhões e 500 mil, reconhecidamente os maiores do mundo. “Nós precisamos catalogar a nossa biodiversidade”, ressaltou.

Dorzza disse ainda que grandes coleções da ‘flora brasiliensis’ estão em acervos europeus, uma vez que as ações governamentais do Brasil nesta área, segundo ela, são recentes, mas foi enfática ao afirmar que “a ciência não tem fronteiras, “o que a gente faz é trazer estes dados para cá”.

A pesquisadora alertou também para questões que envolvem financiamento, recursos e manutenção de um herbário, e a responsabilidade dos profissionais envolvidos nestes processos. De acordo com ela os custos englobam desde a coleta das amostras, em campo, montagem, climatização, fumigação, equipamentos e recursos de infraestrutura. “Planta só é dado científico quando ganha uma etiqueta e quando a gente faz uma coleção tem que pensar na sua manutenção para sempre”, afirmou.


Por: Assessoria de Comunicação

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